A medicina vem enfrentando uma batalha para conter o avanço de uma epidemia chamada AIDS, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, desde o início da década de 80.
Desafios como erradicar o HIV e obter a cura dos pacientes aos poucos foram sendo substituídos por manter o paciente vivo reprimindo ao máximo a replicação viral.
No Brasil, o Ministério da Saúde disponibiliza tratamento completo, com todos os medicamentos necessários para tratar a doença e suas complicações, bem como os exames necessários para indicação e controle de tratamento.
Mesmo com o diagnóstico e a terapêutica oferecida gratuitamente no serviço público muitos são os casos em que o paciente já chega enfermo ao serviço de saúde o que reflete atraso na solicitação de exames diagnósticos pela classe médica.
Há muito se sabe que a doença deixou de pertencer a grupos específicos, como usuários de drogas endovenosas e homossexuais, para se estabelecer entre todos os que se expõem, ou seja, que apresentem comportamentos de risco e estejam vulneráveis. Muitos estigmas e preconceitos que ainda cercam o nome da doença fazem com que as pessoas não se identifiquem como possíveis portadores do vírus HIV e talvez por essa razão não realizem o exame precocemente.
A doença tem um período de incubação longo podendo demorar até 10 anos entre a contaminação e os primeiros sintomas que podem se apresentar como:
Se você apresenta alguns destes sintomas procure seu médico e converse com ele sobre a realização de seu teste ANTI-HIV.
Lembre-se que o uso do preservativo, além de uma atitude de respeito, protege das DSTs e contra o vírus HIV.
Silvia Taddeo – Médica especialista em Infectologia, responsável pelo SCIH do HRA e pelo atendimento médico do Programa de DST/AIDS da AMESC. Professora do curso de Medicina da UNESC.
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